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Jantar no Mesa de San Miguel carregado de Axé

Comida da Terra da Preta Velha é o tema do próximo encontro do antirrestaurante Mesa de San Miguel, dia 12 de outubro. Estrelada pelo instigante vatapá de galinha caipira que se faz acompanhar, obrigatoriamente, pelo acaçá, um delicioso creme de arroz com leite de coco que lhe faz contraste, arranjo típico da comida africana, sabiamente incorporado à culinária baiana. Eles serão precedidos por um picante amalá de quiabo com camarões e seguidos de um soberbo mungunzá, de quindins e de uma torta de abacaxi.

O jantar deste dia especial cruza duas linhas de pesquisa do Mesa de San Miguel: a das comidas étnicas, no caso, a dos pretos da Bahia, e a do resgate de receitas de antigo e respeitável restaurante de Porto Alegre e que ficaram na lembrança de muitos de nós: o Sans Souci. è de lá que vêm as receitas do vatapá, do acaçá e da torta de abacaxi.

Porém, há um detalhe a mais: o vatapá, o acaçá, o amalá e o mungunzá, além de serem pratos da culinária negra da Bahia (e, acaso, existe outra culinária que possa ser chamada de baiana?), quando preparados pela iabá, a cozinheira iniciada no rito do candomblé (ou da umbanda), na cozinha do terreiro, com suas vestes e colares de contas rituais, em fogão a lenha, panela de barro, colher de pau, mexendo da direita para a esquerda, de trás para a frente, e outras exigências mais, tornam-se Comidas de Santo.

Assim, o quiabo com camarão se transforma no Amalá que pode seduzir Xangô, o Vatapá de galinha com camarão seco também passa a ser comida sua, enquanto o Acaçá e o Mungunzá, comidas brancas e adocicadas (a primeira feita com creme de arroz e leite coco e a segunda de milho branco quebrado, creme de arroz e leite de coco), se transformam em comidas do orixá maior: Oxalá, que no sincretismo religioso baiano é Nosso Senhor do Bonfim. Finalmente, o quindim deixa de enfeitar as vitrines das nossas doçarias e vira comida de Oxum, mulher de Xangô.

É, minha gente, no Mesa de San Miguel é assim: comida com informação!

Então, sejamos claros, os convivas estão sendo chamados a comer um vatapá de galinha e não a comida de Xangô. Pois esta maravilhosa e abençoada Comida de Santo se come somente nos terreiros e sem garfo, faca ou colher, como a Morena muito bem ensinava.

No nosso encontro, vamos oferecer o menu harmonizado com um belo vinho branco português um branco que mistura excelentes castas: Antão Vaz, Arinto, Perrum e Siria. De aspeto brilhante, boa cor, aromas tropicais e ligeiramente especiado, corpo nobre, intenso, com boa fruta, secura equilibrada, final elegante e com boa persistência, características que lhe conferem um toque requintado, evocando os manjares reais de outrora. Para receber a todos, teremos o nosso tradicional brinde com espumantes. Desta vez com crémant francês Loup  Cholet de Bourgogne Brut. Quem quiser levar o seu próprio vinho, fique à vontade. Nosso antirrestaurante não cobra rolha, nem taxa de serviço. 

Para fazer sua reserva basta enviar um e-mail para sanmiguelmesa@outlook.com. Você será contatado para receber os dados de pagamento, que deverá ser feito até 24 horas depois para a confirmação. O endereço e indicações de como chegar serão passados assim que confirmado o depósito. O valor por pessoa é de R$ 130,00, sem bebidas e R$ 170,00 para o jantar harmonizado. Antecipe sua reserva e garanta seu lugar. 

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